Depois de todo esse tempo em que meu coração se isolou do mundo de paixões qυє o cercava, e se dedicou a amar apenas uma pessoa, eu volto a sentir todas as sensações comuns que uma pessoa normal sente, se é que posso me considerar 'normal'.
Ainda dói um pouco quando olho pra trás e lembro de tudo que eu passei pra enfrentar tudo e todos por aquele amor... que agora se perdeu em um labirinto de jogos maliciosos.
Como pode? algo tão puro, tão inocente, tão único tomar certos rumos que fizeram com que o sentimento mudasse como da água para o vinho? (...)
Vem um nó na garganta...Vontade de fazer com que o tempo voltasse pra reviver cada instante, cada milésimo de segundo, reviver cada olhar, cada riso, cada beijo... cada toque... O que mais sinto falta são dos toques, cada qual expressava um desejo, do qual só eu sabia o significado.
Mas agora eu sinto que posso prosseguir... que eu posso tentar viver sem aquele amor pra me erguer toda vez que eu caísse ou me consolar toda vez que eu me sentisse fraca ou cansada.
Eu percebi só agora, que isso que eu senti nós humanos só sentimos uma vez na vida... e que ainda existem sensações a serem experimentadas por cada um.
Agora somos opostos, e o tempo fez com que mudássemos muito.
Cada qual procurará ser feliz do seu modo e aos poucos tudo que foi vivido não terá a mesma intensidade que já teve.
Sinto-me feliz, eu ao menos senti o que é amar de verdade... eu não fui covarde, eu lutei até que minhas forças se esgotassem pra não deixar que a chama se apagasse.
Porém o combustível que a mantinha acessa sessou e tudo voltou a ser passageiro.
Serei eu mesma a partir desse momento, nada impulsionará atos impensáveis em mim... E só agora poderei ser totalmente racional, por que o meu coração se fecha a partir desse momento pra qualquer relação amorosa que envolva o mesmo sentimento que mantive momentos atrás.
Hahahaaa' esse texto foi feito por mim há alguns anos atrás, achei bonitinho e postei aqui, espero que tenham gostado, e lembrem-se plágio é crime.
Todos os direitos reservados a Régia B.

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